SOCIALISMO LIBERTÁRIO #4: RESENHA

Chega em nossas mãos, após espera ansiosa da militância especifista, o quarto número da revista SOCIALISMO LIBERTÁRIO, periódico teórico da CAB – Coordenação Anarquista Brasileira. Como de costume, traz artigos que mostram o acúmulo teórico, ideológico e estratégico da organização durante o ultimo período.

O tema desta edição é “Capitalismo, Estado, Luta de classes e Violência” e busca explicar do ponto de vista do Anarquismo estes quatro conceitos, a interrelação entre eles e como se articulam com o colonialismo/imperialismo, o racismo e o patriarcado. A revista traz ainda os artigos “Racismo e dominação colonial” e “Gênero e violência de Estado”, que detalham historicamente o racismo, o patriarcado e consequentemente o machismo, opressões que ocorrem estruturalmente dentro de nossa sociedade e como a questão da classe influencia fortemente essas relações.

Por fim, organizada numa revista ilustrada fartamente e belamente diagramada em 28 páginas, SOCIALISMO LIBERTÁRIO #4 é uma leitura fundamental para que a nossa concepção de Anarquismo se alargue e se fortaleça, incorporando além do ponto de vista classista, as compreensões antirracista e antissexista, para buscarmos combater todas as dominações em todas as suas expressões atuais.

A revista SOCIALISMO LIBERTÁRIO #4 está a venda por 10,00 R$, através de nosso email ou direto em mãos dos compas da Organização Anarquista MARIA IÊDA. Adquira a sua!

CAMPANHA POR VIDA DIGNA: Convocatória Pernambuco!

Convide da Campanha por Vida Digna
Convite da Campanha por Vida Digna

Preocupadas e preocupados com a situação cada vez mais séria pela qual passa o país, nós da Organização Anarquista MARIA IÊDA pretendemos construir localmente a CAMPANHA POR VIDA DIGNA. A ideia é fortalecer caminhos de solidariedade e apoio mútuo entre quem vem sofrendo com o custo e a degradação da vida.

A Campanha por Vida Digna tenta unir os e as de baixo contra os ataques da agenda neoliberal e capitalista: querem privatizar a água, estão acabando com as matas, ameaçando os indígenas e relegando às mulheres negras a tarefa de manter a resistência nas comunidades enquanto promovem o genocídio com a pandemia como desculpa.

Nem aceitamos passivamente a situação, nem deixamos que o medo nos paralise: estamos em todo o país, nos organizando como podemos para fazer ações solidárias, nas vilas e nas favelas. E nos colocando junto a quem precisa, sem nunca parar de dizer que essa crise tem culpados. Sem desistir de lutar por uma vida digna, queremos engrossar ainda mais o caldo da resistência, juntando lutadores e lutadoras populares em ações de propaganda conjunta e mais solidariedade.

Junte-se à Campanha! Divulgaremos aqui no blog imagens, textos e vídeos pra você compartilhar entre os contatos e também um calendário de ações de apoio mútuo <3

Segue abaixo um resumo de alguns dos eixos que, por ora, acreditamos ter relação mais íntima com nossa cidade e estado. Os 13 eixos da Campanha podem ser lidos na íntegra no Repórter Popular. Para outras informações, manda um email para
mariaieda@riseup.net. ^^

É sobre isto: alguns eixos da Campanha

– SAÚDE PÚBLICA E UNIVERSAL: ampliação do SUS, apoio mútuo para conter o contágio pelo COVID-19, distribuição de EPIs para a população e profissionais de saúde.

– CONTRA O DESMONTE DA EDUCAÇÃO PÚBLICA: contra os ataques aos trabalhares e trabalhadoras da educação! Pela suspensão do calendário letivo de escolas, institutos e universidade de acordo com a continuidade do isolamento social. Contra a política neoliberal de implementação do EaD ou de atividades remotas no setor da educação pública.

– DISPENSA REMUNERADA E RENDA SOCIAL PERMANENTE: garantia de dispensa do trabalho nas atividades não essenciais, sem demissões e nem redução salarial. Renda básica permanente de PELO MENOS 1 salário mínimo e meio para todos os trabalhadores e trabalhadoras.

– DIREITO A MORADIA DIGNA: suspensão imediata de despejos ou ordens judiciais de reintegração de posse. Fazer cumprir a função social de edifícios vazios para fim de moradia digna e amparo a todas e todos. Se morar é um direito, ocupar é um dever!

– ABASTECIMENTO POPULAR: disponibilizar mantimentos da merenda escolar para consumo em casa. Possibilidade de uso das cozinhas escolares para a produção de marmitas a serem distribuídas àqueles sem acesso à condições de preparo.

– CONTRA O GENOCÍDIO DO POVO PRETO, POBRE E PERIFÉRICO: contra as ditaduras e o poder de governar pela morte do povo. A crise é permanente contra o povo preto e pobre, atingidos pela ausência de direitos, afetos e oportunidades. Vigiados pela naturalização racista da higienização social.

– PELO FIM DA VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER: o isolamento social traz para perto das mulheres seus agressores e dificilmente elas conseguem expor a situação. Além de conviver com o silêncio da violência são sobrecarregadas com o cuidado da casa e da família, o que afeta ainda mais sua condição psicológica. São as mulheres mais pobres que ocupam a linha de frente do atendimento à saúde e que se expõem como empregadas domésticas.

– DIREITOS DOS LGBTQIA+: pela inclusão de pessoas trans no auxílio emergencial, pela sua ampliação para as que são trabalhadoras informais invisibilizadas pelo Estado, e contra as burocracias do auxílio emergencial que não reconhecem as identidades de gênero e dificultam o acesso de pessoas com nome social. Contra a violência transfóbica e homofóbica que jovens vem sofrendo dentro de casa no isolamento e contra a discriminação do Estado e em atendimentos médicos. Pelo atendimento psicológico gratuito contra a solidão LGBTQIA+ e a favor da saúde mental. Pelo fortalecimento dos grupos de apoio e casas de acolhimento a pessoas LGBTQIA+ em vulnerabilidade durante a pandemia.

Pelo direito de existir sem medo!

Pílulas de História: Maite Amaya e militância LGBTQIA+ na Latinamérica

Junho, além das festas populares, marcou para nós a celebração do orgulho LGBTQIA+. Sabemos que, entre as garrafadas de 28 de junho de 1969 no bar Stonewall e o lamentável fortalecimento da moral fascista nos últimos anos, o movimento se enraizou e manteve a resistência em vários lugares do mundo. No entanto, também se fortaleceu a incorporação da pauta pelo capitalismo, seja através de mais representação em produtos da cultura pop, seja através do estímulo à segregação das identidades que se afunilam em nichos de discurso e consumo. Para uma prática anarquista e, mais amplamente, de esquerda, reconhecer as diferenças e dissidências serve para entendermos, em coletivo, como coexistir sem reproduzir opressão. 

Ou seja, temos de procurar estar juntes, e não em pedacinhos. =)

Na esperança de superar a pandemia e a onda fascista que torna a vida da população LGBTQIA+ ainda mais dramática, resgatamos aqui no blog o vídeo da companheira Maite Amaya. Ela fala da sua luta para existir como mulher trans dentro do movimento feminista e da força que resultou do processo. Maite Amaya faleceu em 2017 e é parte da recente história LGBTQIA+, piqueteira e libertária na Argentina e América Latina. Vamos lembrar de Maite Amaya e dos grupos que, COM MUITO CLOSE, celebram a vida enquanto a defendem todos os dias.

As guei, as bi, as trava e as sapatão, tá tudo organizada pra fazer revolução <3

Links:
Filme Yo, la peor de todas [Youtube] [em espanhol]
Yo, la peor de todas [Wikipedia]
Maite Amaya: el adiós a la guerrera libertaria [Agencia Presentes] [em espanhol]

 

 

Contra ditadores e senhores

O que a onda antifascista e a morte de Miguel têm em comum além do coronavírus

A nova onda de manifestações contra o governo Bolsonaro trouxe o antifascismo de volta ao debate público. Porém, entre Xuxa se declarar antifascista e afirmar que não é de esquerda nem de direita e o presidente associar antifascista a terrorista, tem muita confusão no ar. No compasso da conjuntura, o antirracismo se amplifica: nos Estados Unidos, o assassinato de George Floyd impulsionou o imaginário popular contra o racismo estrutural. Em Pernambuco, a morte do menino Miguel, de 5 anos, atrai gente para as ruas e nos lembra da importância da luta do povo negro contra o racismo que se reproduz desde a colônia. Essas lutas não só acontecem conjuntamente durante a pandemia, como historicamente estão ligadas à luta dos movimentos de esquerda pela emancipação popular.

Todo antifascista tem de ser antirracista. Sempre.

Lucy Parsons, militante anarquista, 1886
Lucy Parsons, militante anarquista, 1886

Vamos começar do começo pois História não é bagunça: antifascismo é, na raiz, se opor ao fascismo. E um dos principais troncos do discurso fascista é a SUPREMACIA BRANCA. Por isso, todo fascismo é racista. Todo. Além do caso indiscutível da Alemanha nazista, tanto a Itália de Mussolini, quanto o Integralismo no Brasil eram racistas – mesmo que este último afirmasse que não.

O fascismo italiano concebeu um “racismo místico” e caucasiano com leis que perseguiam politicamente o povo judeu, ou que simplesmente massacravam à época os povos de África com o seu imperialismo, sendo estes perseguidos de forma aberta e brutal, e os primeiros por meio da discriminação pura e simples, sob o lema “discriminar não significa perseguir”. Já o Integralismo defendia que os povos indígenas e afrodescendentes deveriam obrigatoriamente se fundir aos ideiais da “civilização cristã” de origem portuguesa, perdendo assim suas características e particularidades em nome de uma suposta raça mestiça autenticamente brasileira.

Aqui no Brasil, e especialmente em Pernambuco, o racismo é parte de nossa História e de nossas práticas. Resquícios coloniais estão presentes de forma descarada. A casa-grande permanece perseguindo e massacrando o aquilombamento do povo negro e pressionando-o em direção à senzala. Em meio a uma democracia de fachada e burguesa, decretou-se às negras e negros uma liberdade que nunca foi vivida de fato. O povo negro continua com poucos direitos ou com nenhum, em indíces alarmantes de pobreza e precariedade. As mulheres negras são as que mais sofrem com os hábitos coloniais que seguem existindo, sendo empurradas a formar um exército de trabalhadoras domésticas para servir à casa-grande.

O caso do menino Miguel Otávio Santana é retrato disso. Aos 5 anos de idade, Miguel faleceu após despencar dos absurdos 35 metros de altura das Torres Gêmeas enquanto a patroa de sua mãe fazia as unhas. A mãe, trabalhadora doméstica, recebeu a ordem de passear com o cachorro e teve de deixar o filho aos cuidados de Sarí Gaspar Côrte Real, esposa do prefeito de Tamandaré. Patroa e prefeito, aliás, pertencem a oligarquias tanto empresarial quanto política. Assim, compõem uma aristocracia bem típica desta eterna capitania. E é simbólico que esta fatia da elite resida na dupla de prédios de luxo que ameaça o caráter popular do bairro de São José e demarca um projeto de higienização da cidade.

A morte de Miguel é mais um ato de racismo cometido pela elite desta terra de atmosfera colonial. Mesma elite que aposta na fascistização da sociedade e da política quando oportuno. Sem arrodeios, racismo e tirania andam sempre de mãos dadas. E, por isso, se opor ao fascismo é também se opor ao racismo.

Somos antifascistas porque somos de esquerda

Imagem da Revolução espanhola, 1936.
Imagem da Revolução espanhola, 1936.

Tanto fascismo como racismo são males modernos gerados e reforçados pelo capitalismo e pelo colonialismo. Por isso e não por acaso, foram combatidos pelos movimentos de esquerda, que em substância sempre se demarcaram como anticapitalistas e contra as opressões. E faz sentido. Movimentos de caráter socialista que tinham como pauta a libertação ampla e irrestrita do povo e da classe trabalhadora combateram estes males e foram também protagonistas da luta antifascista .

Na primeira metade do século XX, houve forte presença de amplos setores revolucionários e socialistas que se opunham ao fascismo. Em Roma, a “Arditi del Popolo” (Resistência do Povo) foi pioneira na resistência a Mussolini. A “Schwarze Scharen” (Rebanho Preto, ou Tropas Pretas), na Alemanha foi criada para proteger reuniões do sindicato anarcossindicalista União dos Trabalhadores Livres da Alemanha (FAUD) e da Juventude Anarquista. Na Espanha, o feminismo da Mujeres Libres e o sindicalismo da CNT combateram frontalmente as tropas fascistas do general Franco em 1936. No Brasil, o Comitê Antifascista (composto por anarquistas) e a Frente Única Antifascista (FUA) (trotskista), enfrentaram os integralistas durante a década de 1930, com destaque para a batalha de rua conhecida como “A revoada das galinhas verdes”.

O antifascismo, portanto, se originou e continua no seio das lutas socialistas. Vale lembrar que as cores da bandeira “antifa” são vermelha e preta pois representam o sangue dos que lutaram e o luto pelos que tombaram na busca por uma sociedade igualitária. As figurinhas e memes que vêm circulando com outras cores podem mesmo ser muito bonitas e engraçadas, mas também podem servir para transformar uma ideia tão necessária e urgente em mais uma piadinha de internet.

Da história às cores, o antifascismo é de esquerda.

Fascismo e racismo têm de ser destruídos

 

Charge do cartunista Aroeira sobre Bolsonaro e Netanyahu
Charge do cartunista Aroeira sobre Bolsonaro e Netanyahu, a qual foi alvo de processo

Declaramos isto porque a direita, além de nos roubar todos os dias via políticas de Estado, agora quer apagar o que o sangue de milhões gravou nas páginas da História. Fascismo é, em último caso, o nome que devemos dar para as atrocidades que eles defendem. E terrorismo é o que faz o governo Bolsonaro: jogar o povo à miséria no meio de uma crise sanitária mundial. Enquanto nós, antifascistas e de esquerda, integramos movimentos que distribuem mantimentos e kits de limpeza e tentamos, com muito suor e sacrifício, assegurar a resistência da população negra e pobre neste momento tão dramático.

A família de Miguel não deveria estar trabalhando. Ele não deveria estar perdido naquelas torres enquanto patrões com ares de sinhô e sinhá continuam apreciando a vista que privatizaram, como uma afronta. Miguel tombou por racismo. Sua família e milhões de outras estão sofrendo as consequências de ideias e práticas que, estas sim, deveriam ser jogadas no fosso de uma História que não queremos que exista mais.

Antifascismo é romper com tiranos. Antirracismo é romper com os senhores. Nada mais antifascista que apoiar a luta do povo preto.

A resistência é vermelha. A resistência é negra.
Arriba las que luchan! Arriba los que luchan!
Miguel, presente.

Pílulas de História: Antifascismo no mundo e no Brasil

Selo Antifascista
Selo Antifascista com as cores corretas: vermelha e negra
Para quem está se perguntando de onde veio o antifascismo, ou querendo propagar como é desprezível a apropriação “Fascistas Antifascistas“, seguem referências que vão rechear as conversas sobre o tema.

ITÁLIA, 1921: A primeira organização antifascista militante a resistir aos esquadrões de Mussolini foi a “Arditi del Popolo”, fundada em Roma pelo anarquista Argo Secondari no final de junho de 1921, congregando não apenas militantes anarquistas, mas também comunistas, republicanos e socialistas de outras vertentes.

ALEMANHA, 1929: Na Alemanha pré-ascensão de Hitler ao poder, foi fundada uma tropa de ação direta anarquista chamada “Schwarze Scharen” (Rebanho Preto, ou Tropas Pretas, nome dado devido à cor de suas roupas) que tinha por intenção proteger das milícias nazistas as reuniões do sindicato anarcossindicalista União dos Trabalhadores Livres da Alemanha (FAUD) e da Juventude Anarquista. Embora suas fileiras nunca excedessem em geral as centenas, em algumas cidades alemãs eles representavam a principal oposição antifascista durante o período.

ESPANHA, 1936: A Revolução Espanhola, revolução encabeçada pela CNT (Confederação Nacional do Trabalho), um dos maiores sindicatos anarcossindicalistas da História, teve como foco principal combater a ameaça fascista do general Francisco Franco e como finalidade primeira a defesa da Revolução Social e da construção do socialismo libertário. Nas lutas deste período, destacamos também a presença da “Mujeres Libres”, organização de mulheres que teve como uma das principais referências a lutadora e anarquista Lucía Sánchez Saornil.

BRASIL, década de 1930: No Brasil não foi diferente. Na primeira metade da década de 1930, referentes anarquistas da envergadura de Maria Lacerda de Moura, José Oiticica e Edgar Leuenroth, pertencentes tanto ao Centro de Cultura Social de São Paulo (CCS) quanto à Federação Operária de São Paulo (FOSP), construíram algumas das principais organizações de luta contra o Integralismo, como o Comitê Antifascista, em 1933, e tiveram certa participação na trotskista Frente Única Antifascista (FUA), além de forte participação em diversos comícios de rua daquele tempo. Tudo isto culminou na chamada “Batalha da Praça da Sé”, batalha campal que expulsou os integralistas das ruas, também conhecida como “A revoada das galinhas verdes” (a roupa deles era dessa cor), em outubro de 1934, com participação de diversas correntes de esquerda e grande protagonismo libertário, em que pese a presença do sapateiro anarquista João Peres, um dos mais vigorosos combatentes daquela jornada. Já durante o período da chamada Aliança Nacional Libertadora (ANL), em 1935, os libertários aderiram criticamente à entidade, pois mesmo concordando com suas pautas de luta social contra o latifúndio, contra o imperialismo e contra o fascismo, discordavam profundamente de certo culto à personalidade assim como da própria defesa explícita de reconstrução social através do aparelho do Estado presentes no interior do órgão. Em tempo: o Estado sempre foi encarado pelos anarquistas como um aparelho burocrático de dominação e violência de classe.

Referências

BRAY, Mark. Antifa: o manual antifascista. São Paulo: Autonomia Literária, 2017.

RODRIGUES, André. Bandeiras negras contra camisas verdes: anarquismo e antifascismo nos jornais A Plebe e A Lanterna (1932-1935). Tempos Históricos, Paraná, v. 21, p. 74-106, 2o Semestre de 2017. 

Posicionamento da Coordenação Anarquista Brasileira sobre a pandemia

A MARIA IÊDA ecoa as justas palavras de ordem da CAB neste momento de graves consequências para todos os trabalhadores:

Nenhuma demissão por infecção de coronavírus! Contra as medidas do capital como demissões, cortes de salário etc, usando o vírus como desculpa. Punição aos capitalistas que expuserem trabalhadores ao risco do corona ou demitirem trabalhadores durante a pandemia. Liberação total do trabalho fora de casa e em casa, e abono das faltas para pais e mães com filhos com suspeitas de vírus. Abono de faltas para todos os trabalhadores formais durante a pandemia (do serviço público ou empresas privadas) que não sejam da área de saúde ou de serviços essenciais.O governo orientou a população a ficar confinada em casa como uma forma de evitar que a disseminação do vírus se dê de forma acentuada. Contudo, os trabalhadores precarizados (terceirizados, diaristas; informais, autônomos, caminhoneiros, camelôs etc.) não tem condições de se manter em confinamento, porque dependem dos resultados diários do seu trabalho para subsistir. Suspensão do pagamento de contas (inclusive aluguéis) – proibição do corte de água, luz e qualquer outro serviço mensal – fornecimento de alimentação para qualquer pessoa que precise – interrupção da cobrança de dívidas de quem não tiver condição de trabalhar por conta própria. Garantia de renda mínima para trabalhadores precarizados e fora do trabalho formal. Distribuição de cestas básicas aos trabalhadores que perderam sua renda durante a epidemia. Responsabilização das empresas de aplicativo pelo bem estar de seus trabalhadores. As empresas devem oferecer suporte econômico e de saúde.Congelamento dos preços de produtos de cesta básica apesar da crise econômica. Anulação da EC95 – Teto dos gastos, e não à qualquer corte de direitos dos trabalhadores, que os ricos paguem pela pandemia. Serviço público de qualidade é economia para o povo.Distribuição de álcool gel, kits de higiene pessoal e garantia de distribuição de Equipamentos de Proteção Individual para os trabalhadores de serviços essenciais.Responsabilização das políticas neoliberais dos últimos governos, do congresso nacional e do governo Jair Bolsonaro/Paulo Guedes pelos cortes na área de saúde. Defesa geral da saúde pública (contratações, emergências e aumentos dos leitos): contra o sucateamento que vem sendo promovido e a adoção dessas medidas para a ampliação da capacidade do sistema de saúde; Abertura dos hospitais privados e sua anexação temporária ao SUS ao uso da população durante a pandemia. Contratações emergenciais de médicos, enfermeiras e técnicos.Adoção de medidas de prevenção e de cuidados médicos maiores em presídios e para a população carcerária. Nenhuma suspensão de direitos da população carcerária.Abertura dos hotéis e motéis para população de rua e sem teto, como forma de contribuir para o controle do vírus, e garantir a higiene e acesso a saneamento básico a essas pessoas.Pela paralisação dos locais de trabalho e parada da produção (em todos os setores que não sejam essenciais). Que os/as trabalhadores defendam sua saúde coletiva contra a ganância dos capitalistas! Desobediência civil contra a obrigação de ir trabalhar e gerar lucro aos capitalistas. Estimular a criação de fundos de solidariedade para as redes de convívio, sindicatos, organizações, movimentos, bairros, etc. Rodear de solidariedade os/as de baixo, contra o descaso do governo e dos capitalistas.